Paramiloidose

 

Decreto Regulamentar n.� 25/90,

de 9 de Agosto

 

����������� � objectivo da Lei n.� 1/89, de 31 de Janeiro, garantir um esquema de protec��o social especial �s pessoas que sofram de paramiloidose familiar, atrav�s da concess�o de pens�o de invalidez e de subs�dio de acompanhamento, em condi��es mais favor�veis do que as actualmente estabelecidas nos regimes de seguran�a social.

����������� De facto, ao verificarem-se casos em que determinadas doen�as, pela sua gravidade e evolu��o, d�o origem, por vezes com acentuada rapidez, a situa��es extremamente invalidantes, em escal�es et�rios ainda baixos, s� uma estrutura��o diferente das regras de concess�o das presta��es, designadamente as relativas a prazos de garantia, taxas de forma��o de pens�es e a outros factores relevantes na determina��o do montante das presta��es, pode garantir a necess�ria efic�cia � protec��o social.

����������� O caso da paramiloidose familiar � uma dessas situa��es que requer aten��o espec�fica. Por isso, as medidas adoptadas neste diploma visam precisamente adequar as disposi��es existentes nos regimes de seguran�a social aos condicionalismos acima referidos e �s orienta��es daquela lei, de modo que as presta��es por invalidez cumpram o mais amplamente poss�vel o princ�pio da efic�cia das presta��es consignado no artigo 5�, n�5, da Lei n�28/84, de 14 de Agosto.

����������� Assim:

����������� Ao abrigo do disposto no artigo 7� da Lei n�1/89, de 31 de Janeiro, e nos termos da al�nea c) do artigo 202� da Constitui��o, o Governo decreta o seguinte:

 

 

CAP�TULO I

Objectivo e �mbito

 

Artigo 1.�

Objectivo

 

����������� O presente diploma tem por objectivo regular a protec��o especial prevista na Lei n�1/89, de 31 de Janeiro.

 

Artigo 2.�

�mbito pessoal

 

����������� 1 - O presente diploma abrange as pessoas em situa��o de incapacidade que estejam recenseadas no Centro de Estudos de Paramiloidose do Porto ou nas delega��es que por este venham a ser criadas, quer se enquadrem nos regimes contributivos, quer no regime n�o contributivo de seguran�a social.

 

����������� 2 - O enquadramento no regime n�o contributivo para efeito das presta��es previstas neste diploma n�o depende de condi��es de recursos.

 

 

Artigo 3.�

�mbito material

 

����������� A protec��o especial regulada neste diploma respeita �s seguintes modalidades de presta��es:

 

����������������������� a) Pens�o de invalidez, atribu�vel aos benefici�rios dos regimes contributivos;

����������������������� b) Pens�o social de invalidez, atribu�vel aos benefici�rios do regime n�o contributivos;

����������������������� c) Subs�dio de acompanhante, atribu�vel aos benefici�rios de qualquer dos regimes de seguran�a social.

 

CAP�TULO II

Pens�o de Invalidez

 

Artigo 4.�

Condi��es especiais de atribui��o das pens�es

 

����������� 1 - A atribui��o da pens�o de invalidez ou da pens�o social de invalidez depende de os interessados sofrerem de uma incapacidade igual ou superior a 70%, nos termos da tabela nacional de incapacidades.

 

����������� 2 - O prazo de garantia para atribui��o da pens�o de invalidez de regime contributivo � de 36 meses com registo de remunera��es.

 

����������� 3 - Enquanto n�o for adoptada a tabela nacional de incapacidades aplic�vel �s situa��es de paramiloidose familiar, a certifica��o da respectiva incapacidade para atribui��o da pens�o � feita nos termos estabelecidos para o regime geral e para o regime n�o contributivo, conforme o caso.

 

Artigo 5.�

Determina��o do montante

 

����������� 1 - O montante da pens�o de regime contributivo � igual a 3% da remunera��o m�dia, calculada nos termos do n�mero seguinte, por cada ano civil com registo das remunera��es, com observ�ncia dos limites estabelecidos no artigo 6.�.

 

����������� 2 - A remunera��o m�dia a considerar � definida pela f�rmula seguinte:

 

S

36

 

em que S representa o total das remunera��es dos tr�s anos civis a que correspondam as remunera��es mais elevadas de entre os �ltimos 10 com registo de remunera��es.

 

����������� 3 - O montante da pens�o do regime n�o contributivo � igual ao da pens�o m�nima do regime geral.

 

Artigo 6.�

Montante m�nimo

 

����������� O montante da pens�o n�o pode ser inferior a 30% nem superior a 80% da remunera��o m�dia considerada para o c�lculo, sem preju�zo do valor da pens�o m�nima garantida � generalidade dos pensionistas.

 

CAP�TULO III

Subs�dio de acompanhante

 

Artigo 7.�

Condi��es de atribui��o do subs�dio de acompanhante

 

����������� 1 - A atribui��o do subs�dio de acompanhante depende de o interessado beneficiar de pens�o concedida ao abrigo deste diploma ou, independentemente disso, de deixar de ter, em consequ�ncia da paramiloidose familiar, possibilidade de locomo��o.

 

����������� 2 - A atribui��o e manuten��o do subs�dio depende ainda da verifica��o da exist�ncia efectiva do acompanhante.

 

Artigo 8.�

Requisitos do acompanhante

 

����������� 1 - O acompanhamento pode ser efectuado por familiar do requerente.

 

����������� 2 - N�o pode ser considerado acompanhante quem se encontre carecido de autonomia para a realiza��o dos actos b�sicos da vida di�ria.

 

����������� 3 - O acompanhamento pode ser assegurado atrav�s da participa��o sucessiva e conjugada de v�rias pessoas.

 

����������� 4 - O acompanhamento s� � relevante para efeitos de concess�o do subs�dio se corresponder a um m�nimo de seis horas di�rias.

 

Artigo 9.�

Montante

 

����������� O montante do subs�dio de acompanhante � igual ao estabelecido para o suplemento de grande invalidez do regime de seguran�a social.

 

 

 

 

Artigo 10.�

In�cio e concess�o

 

����������� 1 - O in�cio do subs�dio reporta-se � data do respectivo requerimento, se nessa altura estiverem reunidas as condi��es de atribui��o e, em caso contr�rio, � data em que tal situa��o ocorra.

 

����������� 2 - O internamento do benefici�rio em estabelecimento de sa�de ou de apoio social, oficial ou particular, sem fins lucrativos, neste �ltimo caso com apoio financeiro da Seguran�a Social, � determinante da suspens�o do subs�dio se a dura��o do referido internamento exceder, no ano civil correspondente, o per�odo de 60 dias.

 

����������� 3 - A suspens�o tem lugar at� ao dia 1 do m�s seguinte �quele em que o interessado deixe de estar internado.

 

����������� 4 - A concess�o do subs�dio cessa no fim do m�s em que se verifique o facto determinante da extin��o do respectivo direito.

 

Artigo 11.�

Acumula��o

 

����������� O subs�dio de acompanhante concedido ao abrigo deste diploma n�o � acumul�vel com presta��es da Seguran�a Social, destinadas a id�ntico fim.

 

Artigo 12.�

Institui��es competentes

 

����������� 1 - O subs�dio de acompanhante a que se refere o presente diploma � requerido no centro regional de seguran�a social da �rea da resid�ncia do interessado.

 

����������� 2 - A compet�ncia para atribuir a presta��o � conferida:

 

����������������������� a) Aos centros regionais de seguran�a social ou ao Centro Nacional de Pens�es, nos termos da respectiva compet�ncia, se se tratar de pensionista;

����������������������� b) �s institui��es de seguran�a social que abrangem o interessado, se este n�o for pensionista.

 

 

CAP�TULO IV

Processamento e administra��o

 

 

Artigo 13.�

Processo de atribui��o das presta��es

 

����������� O processo de atribui��o das presta��es deve ser instru�do, para al�m do requerimento, com os seguintes documentos, conforme os casos:

 

����������������������� a) Declara��o do Centro de Estudos de Paramiloidose do Porto ou de qualquer das suas delega��es que ateste o respectivo recenseamento;

����������������������� b) Delibera��o pelos servi�os de verifica��o das incapacidades permanentes de que o requerente se encontra em situa��o de incapacidade permanente ou com impossibilidade de locomo��o, motivada por paramiloidose familiar, conforme o caso;

����������������������� c) Relat�rio elaborado pelos servi�os competentes da institui��o de seguran�a social, donde conste a exist�ncia efectiva de pessoa que acompanhe o requerente.

 

Artigo 14.�

Informa��o m�dica

 

����������� 1 - Cabe ao Centro de Estudos de Paramiloidose do Porto:

 

����������������������� a) Emitir a informa��o m�dica para efeito do processo de verifica��o da incapacidade permanente;

����������������������� b) Atestar a impossibilidade de locomo��o por paramiloidose familiar.

 

����������� 2 - As compet�ncias atribu�das ao Centro de Estudos de Paramiloidose do Porto, referidas no n�mero anterior, poder�o ser exercidas pelas respectivas delega��es, nos termos a definir por despacho do Ministro da Sa�de.

 

����������� 3 - A certifica��o das situa��es previstas no n.� 1 � feita por dois m�dicos do mesmo Centro, em impresso pr�prio, com as respectivas assinaturas devidamente autenticadas.

 

Artigo 15.�

Altera��o de situa��es

 

����������� O benefici�rio deve informar as institui��es de seguran�a social competentes para a atribui��o da presta��o da cessa��o do acompanhamento, ou da substitui��o do acompanhante, at� ao fim do m�s em que a situa��o ocorra.

 

 

CAP�TULO V

Disposi��es finais

 

Artigo 16.�

Direito subsidi�rio

 

����������� Em tudo o que n�o estiver especialmente previsto neste diploma � aplic�vel o disposto no regime geral e no regime n�o contributivo, de harmonia com o regime em que o benefici�rio se enquadre.

 

Artigo 17.�

Regi�es aut�nomas

 

����������� O presente diploma � aplic�vel �s Regi�es Aut�nomas dos A�ores e da Madeira, de harmonia com o disposto no artigo 84.� da Lei n.� 28/84, de 14 de Agosto.